Inteligência artificial na infraestrutura: desafios e oportunidades do Brasil com insights do Fictor Day 2025

A inteligência artificial e a infraestrutura estão impulsionando uma nova economia global. No Fictor Day 2025, especialistas discutiram como o Brasil se destaca com sua matriz energética renovável, potencial para datacenters e avanços regulatórios.

Data: 12/12/2025

A ampliação da inteligência artificial na infraestrutura está redefinindo a economia global, acelerando a demanda por energia renovável, conectividade avançada, centros de dados e capacidade computacional em escala.

No Fictor Day 2025, o painel “A corrida da IA e os desafios no setor de infraestrutura” reuniu especialistas de mercado para discutir como o país pode se posicionar entre os líderes globais da nova economia da IA.

Participaram Jay Pelosky (Conselheiro da Fictor US), Abelardo de Sá (Diretor Geral de Infraestrutura e Energia da Fictor) e Alison Takano (Diretor de Data Centers para América Latina na CBRE).

A inteligência artificial como motor da nova economia digital

Para Jay Pelosky, a inteligência artificial é hoje uma força de competição entre países. Governos e empresas estão reorganizando suas prioridades em torno de infraestrutura digital, segurança energética e política industrial.

Durante o painel, Jay definiu essa nova fase como o momento em que o digital consome o físico. A corrida por IA depende de elementos concretos como chips, minerais críticos, água para resfriamento, fibra óptica e, principalmente, energia barata e estável.

Segundo ele, poucos países têm vantagens estruturais tão relevantes quanto o Brasil, que combina:

  • Matriz energética renovável e competitiva;
  • Abundância de recursos naturais;
  • Espaço territorial para instalação de data centers e hubs de IA;
  • Crescente conectividade com os Estados Unidos.

Com esses elementos, Jay defende que o Brasil pode se tornar o principal centro de infraestrutura para IA da América Latina, especialmente à medida que o mundo entra em um ciclo de investimentos massivos em inteligência artificial, transição energética e segurança tecnológica.

Energia e infraestrutura: pilares da competitividade brasileira em IA

Abelardo de Sá destacou que a revolução digital só existe porque há energia disponível para sustentá-la, especialmente diante da explosão da inteligência artificial na infraestrutura global.

O Brasil possui uma das matrizes mais limpas do mundo, com cerca de 90% de geração renovável, mas enfrenta gargalos de transmissão e desafios de estabilidade decorrentes do avanço acelerado da energia solar e eólica:

  • 55% da matriz é hídrica, vulnerável a variações climáticas;
  • Expansão acelerada de geração solar e eólica sem transmissão suficiente;
  • Energia barata na geração, mas chega cara ao consumidor devido a encargos e ineficiências;
  • O sistema elétrico, apesar de robusto, não cresce na velocidade que a IA exige.

Para ampliar a competitividade e atrair hyperscales, Abelardo destacou três soluções que já estão em andamento no país:

  • Implantação de sistemas de armazenamento por baterias;
  • Expansão e modernização das linhas de transmissão;
  • Avanços regulatórios, como o Redata, que reduz custos de equipamentos essenciais para datacenters.

Esses elementos são fundamentais para que o Brasil se consolide como destino prioritário para investimentos em infraestrutura digital e operações para IA.

A evolução dos data centers: a nova fronteira da infraestrutura digital brasileira

Alison Takano trouxe uma visão técnica sobre a evolução dos data centers no Brasil, reforçando que essa infraestrutura é a base física de toda a economia digital.

Tudo o que circula no ambiente online, como IA generativa, computação em nuvem, transações, aplicações corporativas, está hospedado em data centers.

Segundo Takano, a CBRE acompanha esse mercado há mais de 20 anos e identifica três tendências claras:

1. Crescimento exponencial dos data centers desde 2015;

2. Concentração nas big techs, que hoje reúne em apenas 3 empresas (AWS, Microsoft e Google) o controle de cerca de 74% dos dados globais;

3. Uma mudança definitiva de escala com o avanço da IA.

Ainda segundo ele, a IA transformou a necessidade de projetos de data centers na casa dos megawatts de capacidade em empreendimentos que superam os gigawatts. Investimentos em data centers para IA exigem:

  • Energia renovável abundante;
  • Áreas extensas para operação;
  • Resfriamento intensivo com soluções avançadas;
  • Conectividade de alta capacidade;
  • Ambiente regulatório competitivo.

O mundo deve investir US$720 bilhões até 2030 em infraestrutura para IA. A capacidade instalada global já é de 55 gigawatts, enquanto toda a América Latina tem apenas 1 gigawatt. Isso coloca o Brasil diante de um enorme potencial de expansão.

Para ele, a frase-chave é simples: a demanda por IA não virá no futuro, ela já está aqui.

O papel estratégico da Fictor na economia global da inteligência artificial

Para Jay Pelosky, a Fictor está posicionada nos setores que estruturam o novo modelo global de crescimento: alimentos, finanças, energia renovável, infraestrutura digital e real estate.

Essa diversificação permite que a Fictor participe diretamente das transformações provocadas pela IA e pela transição energética.

Com atuação crescente nos Estados Unidos e na Europa, a Fictor fortalece seu papel como uma das empresas brasileiras mais preparadas para o futuro da nova economia da IA.

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